segunda-feira, 18 de maio de 2015

Dia da chegada

No dia 12, último dia da viagem pegamos um ônibus alugado pela prefeitura para voltar para Botucatu. Seriam mais ou menos umas nove horas de viagem, mas acabaram sendo quinze horas pois o motorista errou um pouco o caminho. Acordamos de madrugada em uma estrada de terra estranha meio perdidos mas depois o motorista voltou para a estrada certa. Chegamos por volta de 12:30 em Botucatu no postinho, tiramos nossos pertences do ônibus, montamos as bicicletas e partimos pedalando até a escola.
Para a nossa surpresa todos da escola estavam nos esperando na entrada com sorrisos e expectativas no rosto, foi uma chegada incrível! Pedalamos em círculo no gramadão e depois recitamos nosso poema da viagem com muita intensidade, foi lindo! 

Além disso na nossa sala tinha um lanchinho nos esperando que os pais preparam. 



Quinta tivemos um descanso e sexta fomos para escola começar a preparar a exposição da Cicloviagem, que virá em breve! 

sábado, 16 de maio de 2015

Último dia - Paranaguá

No nosso décimo quarto dia acordamos cedo - era o último.
O dia novamente amanheceu chuvoso, mas arrumamos nossas coisas e levamos as bicicletas ao píer, para pegar o barco que nos levou até Paranaguá.

O passeio durou cerca de 1h30, e chegando em Paranaguá fomos recebidos com um super café da manhã oferecido pela Prefeitura e Turismo de Paranaguá, que nos acompanharam durante todo o dia. Depois de ouvir um pouco sobre a cidade, fomos de bicicleta conhecer a antiga estação ferroviária, a Biblioteca Pública Mário Lobo, onde fomos entrevistados por um TV da região (reportagem em outro post), antigas Basílicas e Igrejas. Na última Igreja, o padre nos convidou para entrar com a bicicleta e as benzeu e desejou um bom fim de viagem. Também aproveitamos a acústica maravilhosa para cantar algumas músicas do coral da escola.







Fomos ainda conhecer o porto de Paranaguá, um dos maiores do Brasil e melhores do mundo. Assistimos a uma palestra sobre como funciona o porto, importações e exportações que o país faz etc. Foi interessante aprender e ver de perto tudo isso.

No fim da tarde fomos conhecer o Aquário de Paranaguá. Vimos vários animais marinhos, peixes de vários tipos. Também pudemos tocar nas arraias e nas anêmonas! Foi muito legal.


Saímos do Aquário já de noite e o nosso ônibus estava nos esperando. Precisamos então desmontar algumas bicicletas, botar tudo dentro do ônibus para partir.
Nos despedimos de Paranaguá agradecendo secretários de turismo e assistência social que nos acompanharam todo o dia, cuidando da nossa segurança, e cantando para prestigiar Paranaguá, onde se encerrou nossa viagem.

Décimo terceiro dia - Ilha das Peças

Mesmo com o dia meio chuvoso, partimos cedo para a Ilha das Peças. O dono do camping, Codo, nos levou de barco até a outra ilha, onde seguimos de bicicleta uns 15km. Era um dos nosso últimos caminhos de bicicleta, então nós aproveitamos, os golfinhos nos acompanharam, o céu abriu e foi um lindo caminho.


Chegando na vila, montamos o acampamento e fomos almoçar no restaurante comunitário, com direito à vista pro mar e espetáculo de golfinhos!

Depois separamos os grupos de trabalho, cada um foi fazer uma atividade - um grupo foi pro mangue, outro pra restinga, outro pra uma formação rochosa instável.







Mais tarde apresentamos nosso teatro de fantoche pra crianças da escola da vila. Foi muito legal!

O pôr do sol na praia foi incrível, o céu era um arco íris! Comemoramos a vida e depois fomos jantar. 


Depois da janta tivemos um fechamento da viagem, falamos sobre a experiência incrível que vivemos e todos se emocionaram. Nosso aprendizado como grupo foi maravilhoso!

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Décimo e décimo primeiro chuvoso - Ilha de Superagui

Acordamos cedo para desmontar o acampamento, pois era dia de partida para Superagui. Para nos despedir e agradecer pela estadia, cantamos para Seu Ezequiel e todos do camping.

Fomos pedalando pela praia, aproveitando a manhã... Mais tarde o vento foi aumentando e nos posicionamos numa formação como os pássaros, para ficar mais fácil de pedalar. Pegamos um bom ritmo, a turma foi toda junta e isso ajudou muito. Também tivemos que atravessar um rio num barquinho de pescador, que teve que fazer varias viagens pra levar todas as bikes. Pedalamos cerca de 5 horas e fizemos 60km até chegar em Superagui.



Chegamos no camping de tarde e montamos as barracas, passeamos na praia, jantamos e fomos descansar do longo dia.
O dia seguinte amanheceu super chuvoso. De manhã trabalhamos nos cadernos, com esperança de a chuva passar. Mas ela não passou e tivemos de ficar o dia inteiro no camping, fizemos macarrão de almoço e brincamos de Cidade Dorme.
Acabou sendo um dia de descanso para todos.

Oitavo e nono dia - Ilha do Cardoso

Nosso passeio de barco pra Ilha do Cardoso foi muito gostoso, fomos acompanhados de golfinhos por todo o caminho. Chegamos em uma pequena vila chamada Marujá. Lá almoçamos, tinha cação (um tipo de tubarão).

Passeamos na praia, achamos um casco de tartaruga e várias conchas legais. Observamos também a quantidade de lixo que chega com a praia, de países até como a Coreia do Sul, recolhemos um pouco.

Depois nos reunimos e trabalhamos no nosso caderno.


Já estava de noite, estávamos passeando pela pequena vila quando luzinhas verdes apareceram no escuro. Fomos até elas e elas mudaram de lugar. Começamos então uma perseguição às luzinhas verdes, corremos entre as casas e fomos até a floresta, como se fôssemos crianças! No final descobrimos em cima da árvore o menino das luzes, Daniel! Foi muito emocionante.
Mais tarde jantamos e tivemos uma palestra com Seu Ezequiel, um senhor muito antigo de Marujá que nos contou a história da ilha e sobre a cultura caiçara.
A conversa acabou tarde e fomos dormir. 

No dia seguinte acordamos cedo e cantamos para o nosso querido Caco, comemorando seu aniversário.

Fomos até o costão rochoso no fim da praia. Os grupos - vegetação, geomorfologia e zoologia analisaram, desenharam e conheceram sobre seus respectivos assuntos.



No almoço tinha um delicioso bolo de aniversário pro Caco.
Depois fomos para a Restinga e pro mangue, e o Ezequiel Junio (Fofo) nos explicou sobre essas vegetações.




No fim dessas atividades fomos tomar um banho de mar, aproveitando o solzinho do fim da tarde.


De noite apresentamos nosso teatrinho para as crianças da vila e fomos pra praia. A areia da praia estava brilhando por causa dos plânctons, e as estrelas brilhavam no céu, um momento mágico! 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Sétimo dia - conhecendo Cananéia

Nosso dia em Cananéia foi muito legal. De manhã fomos conhecer a base de oceanografia USP e vimos como é feita a análise de água da região, fortalecendo os conhecimentos do nosso grupo que também está fazendo análise de água dos lugares por onde passamos.

Também vimos uma maquete da região litorânea de São Paulo por onde percorremos, as reservas e parques ecológicos etc.

Depois subidos num mirante muito íngrime e escorregadio, mas no final valeu a pena! Dava pra ver a vista da Ilha Comprida e da Ilha do Cardoso, e mais ao fundo a Ilha do Bom Abrigo!

Perto da hora do almoço andamos 5km de bicicleta para ir à uma cooperativa de ostras, vimos como é a extração das ostras e degustamos! Muitos alunos provaram pela primeira vez, com reações engraçadas. 


Voltamos para o hotel. Depois de um tempo livre fomos desenhar na pracinha da Igreja algumas arquiteturas antigas e o Porto de Cananéia.

Jantamos num restaurante muito gostoso com bastante camarão.
Depois de todo mundo tomar banho tivemos atividades com os grupos, o teatro foi apresentado para a classe e assim encerramos nosso dia!

Hoje, partimos para a Ilha do Cardoso de barco. Lá é uma reserva que não passa carros e não tem sinal de celular. Provavelmente ficaremos alguns dias sem postar nada no blog, mas em breve voltamos com muitas aventuras para contar!

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Sexto dia - Rumo à Cananéia

Começamos com um dia chuvoso e nos preparamos para enfrentá-lo.


Primeiro pedalamos pela praia e fomos visitar um Sambaqui. A palavra sambaqui significa "amontoado de conchas", trata-se de uma especia de lixao da pré-história onde os povos primitivos depositavam os restos de seus alimentos, que eram as ostras.

Em alguns casos, como a morte do líder da tribo, eram colocadas ostras fechadas por cima do corpo enterrado, pois acreditavam que o líder precisaria se alimentar para continuar sua jornada.
Depois de visitar o sambaqui, pedalamos até a unica formação rochosa da Ilha Comprida, o que tornou possível a existência da mesma.
Seguimos depois à balsa para chegar em Cananéia.

Ao chegar em nossa pousada em Cananéia, descansamos um pouco e fizemos uma dinâmica profunda de reflexão individual e coletiva sobre a viagem até hoje.
O grupo está cada vez mais unido e corajoso!

Quinto dia - Dia sofrido

Começamos o dia recebendo a visita de uma equipe da prefeitura de Ilha Comprida, que se apresentaram, nos deram binóculos para que pudéssemos observar um pouco da fauna e da flora dentro da Reserva de Restinga e nos acompanharam durante todo o percurso.

No começo do caminho conseguimos observar várias espécies de pássaros, como o papagaio de cara roxa e outras aves lindas!

Chegamos então à praia! Foi um longo caminho, enfrentamos uma frente fria que vinha do Sul, um dia nublado. Pedalar na praia foi divertido ao mesmo tempo que cansativo.



Continuamos nosso caminho para Pedrinhas, onde tivemos uma breve palestra sobre a importância do mangue e da restinga. 

Seguimos para o nosso destino do 5° dia, o Camping do Jura, onde finalmente nadamos nas águas salgadas e pudemos descansar com um bom reggae e o barulho do mar. 

terça-feira, 5 de maio de 2015

Bom Jesus de Iguape


Passava no litoral do Brasil um navio espanhol, prestes a ser atacado. Jogaram, então, no mar, uma estátua de Bom Jesus, na esperança de ser levado pelas ondas para algum lugar onde pudesse salvar-se.
A estátua foi parar numa praia da Juréia, em São Paulo, e encontrada por caiçaras. Decidiram levá-la para o Norte, mas a cada passo a estátua de tornava mais e mais pesada...
Resolveram então levá-la para o Sul e a estátua ia se tornando mais leve. Chegou então em Iguape.
A cidade de Iguape era protegida por Nossa Senhora das Neves, que tinha sua Igreja e seus fiéis sempre à postos. Mas com a chegada de Bom Jesus o povo se tornou profundamente devoto de seus milagres, a Igreja de Nossa Senhora das Neves foi demolida, Bom Jesus recebeu o nome de Iguape e uma Basílica foi construída, onde Ele foi posto acima de Nossa Senhora.
Alguns dizem que foi por isso que a cidade decaíu e perdeu seu valor, pois a padroeira da cidade, Nossa Senhora das Neves, foi trocada.
Mesmo assim, todo ano os devotos festejam no dia 28 de julho o dia de Bom Jesus de Iguape.